Páscoa em Natal…

Fui passar a Páscoa com meus queridos Compadre, Comadre, Afilhado e o Bebê mais fofo do universo. Sim, eles tem nome: Mário, Mayra, Daniel e Tiago.

Uma delícia de família que sabem receber como poucas pessoas. Amo!!

Desta vez me levaram à Estação Papary, que fica em Nísia Floresta.

Na estação de trem inaugurada em 1881 e desativada para passageiros em 1977, fica um restaurante muito gostoso, o Marina’s Camarões.

O lugar é muito bonito, parece parado no tempo e estava vazio, já que não é temporada de turistas por lá. Além disso, tenho a impressão que fica afastado demais de Natal, só dando para chegar de carro. E as estradinhas no interior do RN não são conhecidas por sua sinalização impecável…

Ao final do almoço fomos passeando de volta para Natal.

Passamos por igrejinhas, casas de sapê, um Baobá gigantesco, dunas…tudo lindo!

Depois chegamos à orla e vimos o mar, numa mistura de verde e azul perfeita!

No dia seguinte fomos até o mercado que fica na Praia onde tem o Morro do Careca (vergonhoso, mas não sei como se chama mesmo tendo ido várias vezes à Natal!).

Comprei estoque de castanhas de caju pra 1 ano: côco, chocolate, gergilim e salgada em pacotes tamanho família!

E desta vez encontrei Natal florida. Em toda parte havia essas flores brancas, grandes, mas sem perfume enfeitando todas as casas. Lindo de ver!

 É isso, pessoal. Foi rápido, mas já estou com saudade!

Viña del Mar

A ida à Viña deixou bastante a desejar. Nosso guia não nos mostrou os prédios inclinados da orla, não fomos ao local do Festival, não vimos as focas do Pacífico. Ah, gostei não!

Almoçamos de novo no restaurante pega-turista do guia. Ahhhhh, essas coisas me incomodam demais!!!!!!!!!!

Comida razoável, ambiente bacana, caro pacas e uma pergunta: por que uma sala para os não-chilenos?

(mirmã fofa pensando na vida)

Museu Marítimo Nacional e Valparaíso

Valparaíso, tão diferente de Viña del Mar e tão próximo.

A área histórica de Valpa foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade em 2003 pela UNESCO.

Com seus 42 morros se derramando sobre o mar, Valparaíso é uma cidade que cresceu para cima deles. Ela possui, à exemplo de Lisboa, ascensores ou funiculares que transportavam a população morro acima e abaixo.

Porém hoje há apenas 5 em funcionamento. Diz a lenda – o nosso guia confirmou – que as mulheres de lá tem as mais bonitas pernas do Chile.

Seu porto foi muito importante entre os séculos XVI e XIX. Parada obrigatória para os navios que seguiam para a Ásia passando pelo Estreito de Magalhães ou o Cabo Horn, ligando o Oceano Atlântico ao Pacífico. Tempos de piratas, exploradores e aventureiros…

Em Valparaíso está localizado o Museo Maritimo Nacional, no alto de um dos morros e próximo a um mirante de onde é possível ver toda a área do porto.

Interessante e muito bem cuidado como toda instalação militar, lá se encontra a cápsula que resgatou os mineiros que ficaram presos na mina de cobre que desabou. Eu imagino, pelo tamanho da cápsula, o sufoco que foi o trajeto, tendo que ficar por quase 1 hora dentro dela. Altamente claustrofóbico!

(lindos vitrais com mapa mundi – amo mapas!)

(a Fênix, cápsula que trouxe os mineiros de volta)

(encontrei essa coisinha, modelo do navio Endurance meu herói Ernest Shackleton em um cantinho. quase chorei!)

Minhas amigas, as lhamas.

Descendo para Viña del Mar e Valparaíso, nosso guia parou em uma espelunca parada (parou em uma parada é feio demais!) na estrada.

Ele nos fez provar uma cachaça de vinho, dooooooooooooooooce pra burro, e comer um treco que parecia cream cracker recheado de doce de leite. Tudo muuuuuuito gostoso, claro. Só que não…

Fomos embora após tomar um café e comprar chocolates e marzipan, industrializados, claro.

Mas antes de sair correndo deste pega-turistas, nós vimos um cercadinho com uma família lhama. Ohhh, tão fofos!!

(senhor lhama me ignorando)

(senhora lhama enciumada me olhando feio por que…)

(… o senhor lhama veio pedir um beijinho!)

Cerro Santa Lucia

Localizado bem no centro de Santiago, o Cerro Santa Lucia oferece uma bela 360° da cidade e uma vista da Cordilheira que a cerca.

Pedro de Valdivia, um conquistador espanhol arretado, fundou Santiago aos pés do Santa Lucia, onde havia uma tribo de índios mapuche que lutaram até a morte (básico isso).

O cerro foi um ponto de observação e mirante importantes, tendo transformado-se em fortaleza no século XIX.

Hoje é um parque bem conservado e muito visitado e tem um controle de segurança bem presente. Nosso motorista parou na ida e na volta, falou de onde éramos e mostrou a identidade.

Like a kite…

“Throw your dreams

into space like a kite,

and you do not know

what it will bring back.

A new life,

a new friend,

a new love,

a new country”.

Anaïs Nin

Amém

A Catedral de Santiago e a Plaza de Armas

 

A Catedral de Santiago é um edifício que data de 1748, porém está no terreno onde em 1566 outro prédio foi erguido e refeito em 1648. Estas construções foram destruídas por terremotos, esses danados!

Ah, por falar nesses danados, passei por outro desta vez, mas nemmm acordei. Sorte a minha, porque em 2008 acordei assustada.

Acho que tenho sorte…rs…3 idas à Santiago, 2 terremotos!

 

É uma construção muito bonita, com uma pequena capela à entrada que fica à esquerda e que sempre tem uma missa rolando. Estive nessa catedral 3x, em diferentes horários e essa capela estava sempre cheia.

Descendo o corredor esquerdo você encontrará um pequeno altar, todo em prata, uma lindeza. Uma moça ranzinza fica ali impedindo que os turistas entrem para fotografar (você só pode ir se for rezar, diz ela), mesmo que você não esboce a intenção de entrar, será abordado de maneira rude. Aviso dado, right?

De lá fomos caminhando até a Plaza de Armas, mas chegamos no finalzinho da troca da guarda. Bacana, interessante, visto, check.