Moleza não, mas achei que seria um pouco mais livre a minha faculdade.
Ontem foi o 1º encontro presencial e ficamos por lá das 9 até quase 18h.
Na chegada, já gostei. Uma equipe ultra simpática nos recebendo, pedindo nome, uma sala de aula patrocinada pela GOL (que me fez lembrar das viagens, claro), tudo arrumadíssimo, com telão e tudo.
Ganhei minha carteirinha com meu nome que é usada para entrar na GV e um cartão com a senha para entrar no moodle, que é o programa que usamos.
Ah, uma pasta que cabe até um notebook, cheia de bolsos, envelopes internos, preta e com a logo da GV. Dentro todo o conteúdo do moodle impresso em um lindo fichário, um bloquinho, um manual de instruções, um calendário dos compromissos do curso, uma caneta e um CD para acessar o material de estudo se aonde eu estiver não tiver internet.
Claro que para o caso de não haver nem computador, há o fichário com tudo impresso.
Nos apresentamos, nem morri de vergonha. Fiquei impressionada com a quantidade de gente de TI na minha turma. Havia eu e mais um moço que trabalhava com moda, 2 comissárias da TAM, umas 3 de RH e o restante dos 47 todos de TI!
Os dois tutores da minha turma foram extremamente agradáveis, sendo um goiano que dará aula de Administração e uma carioca para Psicologia. Estas são as duas primeiras matérias do primeiro semestre. Daqui a 2 meses haverá o final de semana todo de aula, provas, trabalhos, etc e o início das novas 2 matérias.
Daí os desavisados poderiam pensar que só terei que estudar 1 semana antes do próximo encontro.
Nem pensar! São 400 páginas para ler, milhares de exercícios, tem trabalho individual, em grupo, tudo na maior marcação cerrada, pois se deixamos de entrar 2 dias seguidos, os professores vêm atrás!
Gente, vai ser puxado, mas estou realmente animada! Fora que a GV é linda ou então estou realmente afastada da sala de aula há tanto tempo que ficou tudo totalmente diferente.
Teve coffee break antes de começarmos, outro no meio da tarde. Bom pacas e achei aquilo uma graça! Sempre que tivermos aulas presenciais, eles farão os lanchinhos.
Fomos almoçar no MASP, aproveitamos para ver uma exposição pois tínhamos 2h de intervalo. Eu, que sou neurótica com horário, acabei me estressando um pouco pois nos atrasamos e já tinham recomeçado. Mas eram 10 pessoas para pagar, aí já viu.
Aliás, a 2ª sala de aula era um laboratório de informática com 50 computadores com tela de LCD patrocinada pela Sansung. Aiii que chique!!
Nunca tinha ido ao MASP e gostei bastante. Não deu para ver o 2º andar pois não havia tempo. Vi a preparação da próxima exposição temática sobre Israel e fiquei doida para ir! Vi Portinari, Di Cavalcanti, Renoir, uma linda escultura de Rodin, Van Gogh, entre tantas outras coisas lindas.
A propósito, ficar embaixo do vão livre me deu um enjôo danado! Que sensação horrorosa! Adorei o passeio e pretendo voltar em breve, até porque agora sou ESTUDANTE e lá a gente paga meia!!!
Gente, isso não é incrível? Vou tirar minha carteirinha internacional o quanto antes!!!!
Estava aqui fuçando meu arquivo de fotos e achei estas da Chácara da Vovó.
Já tem alguns anos que não vou para lá, pois agora o Natal tem sempre sido em BH.
A chácara está na nossa família há séculos e foi herança da minha avó, que aos poucos foi comprando as partes dos irmãos. É uma casa colonial, bem mineira, com janelões, salão, portas altas, fogão à lenha e também muitas flores.
O jardim é o xodó da minha avó. Eu brinco dizendo que nem em Itu há copos-de-leite tão grandes!
Uma pena a estrada que liga Juiz de Fora à Mar de Espanha não ter nenhuma conservação. Na penúltima vez que fui para lá, chovia absurdamente e quebrei 3 calotas ao cair nos buracos. Terrível!
É um lugar lindo, bem cuidado, mas no meio do nada com coisa alguma. Detalhe para o Papai Noel no telhado e para as mangueiras de luz em volta da janela. Acho que descobriram de onde herdei a minha paixão por cacarecos natalinos, não??

Hoje foi um dia bacana no trabalho.
Todo mundo sabe que tenho um chefe fofo, mas acho que pouca gente sabe que na verdade eu trabalho em uma empresa muito legal.
Nós temos funcionários que estão lá há mais de 30 anos. Sim, é verdade. Somos como uma grande família, com seus amores, diferenças, brigas, implicâncias, chatices, birras, mas com muita amizade e apreço uns pelos outros. É desta maneira que eu vejo todos na fábrica.
Este ano nos disseram que o Sr. Manoel iria se aposentar. Ele é um querido, o faz tudo de lá, que depois de uns 24 anos, resolveu que era hora de descansar e cuidar da casa dele.
Era ele que falava enrolado, que eu quase não entendia o que dizia, que eu pedia uma coisa e ele nunca fazia, que até para pregar um mapa na minha sala era um parto. Mas nunca deixei de gostar dele.
Ele construiu uma área nova nos fundos da fábrica, onde fica o novíssimo refeitório. Foi uma luta pessoal dele de anos e finalmente há uns 3 meses foi inaugurado. Com direito o placa com o nome dele na parede e tudo! É o meu lugar preferido, ensolarado, com plantas, ventilado. Pelo menos uma vez por semana eu vou trabalhar por lá.
Já o Sr. Marcos, trabalhou lá 34 anos. Era da contabilidade, aquela pessoa que nos diz o tempo todo que tudo que fazemos não tá exatamente certo, sabem? Mas com um bom humor, uma delicadeza, que pessoas folgadas que nem eu acabavam não ligando. Enfim, mais um que agora resolveu que era hora de descansar.
Sabíamos que hoje seria o último dia deles e na hora do almoço, ouvi um daqueles carros de som embaixo da janela fazendo o maior barulho!
Pois não é que fizeram uma despedida para eles? Foi todo mundo pra lojinha que fica na entrada da fábrica, as atrasadas como nós ficaram na escada pois não havia mais espaço.
Teve música, balão, discurso, champagne, canetas de presente, 200 pessoas aplaudindo, fogos, lágrimas e bolo. Sempre comemoramos com bolo!
Lindo e emocionante. É a maneira de dizermos que estamos felizes por eles, mas que sentiremos uma falta danada!
A propósito, ele ficou me devendo um mural novo!